Pudores contidos, agressividade e liberdade.

Bytes, palavras e imagens que, necessariamente, não tem que ser plauzíveis de explicação.

terça-feira, agosto 15, 2006

Anseios


Meu doido coração aonde vais,
No teu imenso anseio de liberdade?
Toma cautela com a realidade;
Meu pobre coração olha que cais!

Deixa-te estar quietinho!
Não amais A doce quietação da soledade?
Tuas lindas quirneras irreais,
Não valem o prazer duma saudade!

Tu chamas ao meu seio, negra prisão!
Ai, vê lá bem, ó doido coração,
Não te deslumbres o brilho do luar!...


Não stendas tuas asas para o longe..
Deixa-te estar quietinho, triste monge,
Na paz da tua cela, a soluçar...

Anseios, Florbela Espanca.